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Vida e longevidade

21 de jun

A última pesquisa do IBGE, divulgada no final de 2017, mostrou que a expectativa de vida do Brasileiro é de 75,8 anos. De 1940 a 2016, o aumento foi de 30,3 anos.

Vários fatores influenciam na expectativa de vida da população de um país, tais como serviços de saneamento básico, de saúde, educação e, claro, alimentação.

Estimando-se que as pessoas irão viver mais, torna-se ainda mais essencial que se trilhe um caminho pautado em um estilo de vida saudável, levando em conta cada idade e que seja adequada às mudanças no organismo, normais com o envelhecimento.

Para ambos os sexos, é muito importante apostar na qualidade de vida para manter a atividade e a independência na terceira idade, priorizando três pilares fundamentais: acompanhamento médico, bom convívio social e atividade física.

Nessa trajetória que todos trilham em busca da longevidade, o presente e o futuro precisam ser construídos em conjunto e, por isso, a participação da família é fundamental.

Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia seccional São Paulo (SBGG/SP), em parceria com a Bayer, mostrou que a maior preocupação dos idosos é o medo de ficar sozinho.

Promover momentos de convivência, afeto e descontração em família são medidas benéficas que vão contribuir para a saúde física e emocional do idoso. Isso irá contribuir para que nossos vovôs e vovós mantenham o cérebro e o corpo em atividade, o que evita diversos tipos de patologias.

Sabemos que as responsabilidades também são muitas e, por isso, se faz necessária a divisão de tarefas, como marcar consultas, levar ao médico, acompanhá-los em caminhadas, estar atento ao calendário de vacinas e aos horários das medicações. Vale organizar uma escala para que todos participem.

Para quem ainda não chegou à terceira idade, é importante adotar hábitos que vão ajudar a alcançar uma velhice saudável. Praticar esportes, não fumar, alimentar-se bem, não exagerar no consumo de álcool e evitar obesidade são recomendações que podemos chamar de “velhas conhecidas”.

E uma pesquisa realizada por cientistas da Escola de Saúde Pública T.H. Chan, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, reforça ainda mais a importância de respeitar essas orientações.

Segundo o estudo, esses cinco hábitos saudáveis podem prolongar a vida em mais de 10 anos.

Vale lembrar que cada um deles está relacionado a fatores que contribuem para a prevenção de doenças como câncer, diabetes, de ordem cardiovascular, dentre outras disfunções.
Com a maior expectativa de vida da população, cresceu também a incidência de fraturas nos idosos. Um outro estudo, realizado pela Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês), estima que o número fraturas no quadril em decorrência da osteoporose deve crescer 32% até 2050, no Brasil. Diante de estimativas como esta, tornam-se ainda mais fundamentais as práticas de saúde preventiva.

Infelizmente, muitos ainda não priorizam um estilo de vida saudável, mas quanto maior o acúmulo de hábitos benéficos, maior é o potencial de se alcançar uma expectativa de vida mais prolongada. E essa construção começa na infância.

Viver com saúde é mais importante do que simplesmente chegar à velhice. Portanto, sempre é tempo de rever conceitos e apostar em uma vida com mais qualidade.

 

Luiz Gustavo Genelhu é médico geriatra

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