Os desafios do próximo presidente da República
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Os desafios do próximo presidente da República

18 de out

O próximo presidente terá grandes desafios pela frente para fazer o país voltar crescer com geração de emprego e renda. Para isso, terá que priorizar um conjunto de reformas que irão compor o alicerce da sua política econômica. Três tarefas poderiam ser destacadas como ponto de partida de um projeto mais amplo: reforma da Previdência, a diversificação da matriz de transporte e a política de subsidio ao óleo diesel.

O modelo previdenciário brasileiro está organizado de acordo com o regime de repartição simples, no qual os trabalhadores da ativa contribuem para o pagamento daqueles que estão aposentados. Esse modelo é fortemente impactado pela dinâmica demográfica, ou seja, o aumento da expectativa de vida da população pode provocar um desequilíbrio financeiro do sistema. Portanto, o próprio componente estrutural do regime demanda reformas para manter o equilíbrio necessário ao sistema.

As despesas previstas com aposentadorias para próximo ano consumirão R$ 638 bilhões, sendo que a arrecadação cobrirá R$ 425 bilhões e a diferença, de R$ 213 bilhões, terá que vir do Tesouro Nacional. Diante desse cenário, passa a ser imperativo o debate acerca da idade mínima, das isenções de contribuições para escolas, igrejas, associações culturais e outras. Além das aposentadorias especiais de parlamentares e outras categorias.

Com relação à matriz de transporte brasileira, notamos que a predominância do modal rodoviário, onde a produção nacional precisa percorrer longas distâncias, acaba encarecendo as mercadorias. E esse custo logístico impacta negativamente na competitividade do produto nacional. É necessário investir em modais ferroviários e fluviais interligados, além de construir um sistema de armazenagem para a produção agrícola.

O novo governo terá ainda que resolver se irá continuar subsidiando o óleo diesel, mantendo o acordo que pôs fim à greve dos caminhoneiros em maio. Enfim, são medidas complexas e urgentes que exigirão bastante habilidade e competência do próximo presidente.

 

Ricardo Paixão – Presidente do Conselho Regional de Economia do Espírito Santo (Corecon-ES).

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