Volatilidade em ano eleitoral
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Volatilidade em ano eleitoral

11 de jul

A proximidade das eleições faz crescer a volatilidade do mercado financeiro. A polarização da disputa presidencial e a baixa intenção de votos de candidatos de centro devem ditar o comportamento dos agentes econômicos nos próximos meses.

Por volatilidade entenda como uma estatística usada para se medir a intensidade das oscilações de ativos financeiros. Vulgarmente diz-se que os mercados estão mais “nervosos” ou “calmos” conforme o ritmo das flutuações da Bolsa.

Os dados do Ibovespa sugerem que a volatilidade pode até triplicar na disputa eleitoral. Pelo histórico da última eleição, a flutuação cresce após a Copa do Mundo e só volta a cair em novembro.

Como o futuro não é repetição do passado é preciso estar atento aos fatores de instabilidade deste ano. Pesa o fato de que, a quatro meses das eleições, 7 em cada 10 brasileiros ainda não escolheram um candidato à Presidência.

A última pesquisa espontânea do Datafolha indica que 46% ainda não sabe em quem votar e 23% dos eleitores dizem que votarão em branco/nulo/nenhum. Nota-se também que os candidatos de centro, preferidos pelo mercado, seguem com baixa intenção de votos.

Deve-se considerar também: previsão de crescimento econômico menor, alta de juros americanos, indefinição sobre reforma da previdência e a possibilidade de mudanças na regra do teto do gasto público no próximo ano.

Para quem está disposto a se arriscar é claro que podem surgir oportunidades de compra de ativos desvalorizados. Além disso, os fundos cambiais também podem trazer ganhos para quem aposta em alta do dólar.

Mas para quem é conservador interessam os produtos de renda fixa. E nas corretoras de valores é possível encontrar CDB´s prefixados que pagam até 13% ao ano e letras de Câmbio com remuneração de 130% do CDI. São produtos com garantia do Fundo Garantidor de Créditos.
Diversificar aplicações com ajuda de profissionais autônomos pode ser uma boa estratégia para ampliar os ganhos e, ao mesmo tempo, se proteger nesse ambiente de incertezas.

Eduardo Araujo é vice-presidente do Corecon-ES

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